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A inserção precoce de alunos da medicina em atividades comunitárias e interdisciplinares

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Introdução: A abordagem do paciente em equipe é um desafio para educação médica. Conforme diretrizes curriculares dos cursos de medicina, sua estrutura deve utilizar diferentes cenários de ensino-aprendizagem. Objetivo: Relatar a experiência da inserção de alunos do primeiro semestre do curso de medicina da Univates em atividades interdisciplinares e integradas com a comunidade. Metodologia: Realização de atividades na Clínica Universitária Regional de Educação e Saúde que iniciaram em agosto de 2016, desde então, três atividades tiveram maior relevância no aprendizado, conforme avaliação dos alunos: 1) rodas de conversa com agentes comunitários de saúde; 2)discussão de casos em equipe multiprofissional; 3) atividade comunitária em instituição para deficientes físicos. Resultados: 1) as rodas de conversa proporcionaram conhecimento sobre o trabalho dos agentes comunitários, suas dificuldades e o sofrimento que enfrentam. 2) as discussões de casos foram descritas como mais produtivas quando desenvolvidas com alunos de outros cursos. A importância do papel de outros profissionais de saúde foi percebida após o contato direto com os serviços do SUS do município. 3) atividade comunitária em instituição assistencial para deficientes físicos foi relatada como transformadora. Os alunos se identificaram com histórias contadas pelos os usuários, ouviram relatos das experiências com médicos e com os serviços do SUS. Discussão: as rodas de conversa favorecem a emancipação humana, o ator principal é o participante, trazendo colocações que podem se tornar grandes reflexões; é um espaço de construção. A discussão de casos exclusiva entre alunos de medicina costuma propor intervenções biomédicas como solução para diversas condições de saúde. Conclusão: O trabalho em equipe e a interdisciplinaridade são grandes desafios. Neste contexto, a atenção à saúde centrada no médico é pouco resolutiva, deixando clara a importância do contato mais precoce dos alunos com equipes multiprofissionais, para percepção da qualidade do cuidado aos pacientes quando exercido de forma interdisciplinar.