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A importância dos Agentes Comunitários de Saúde em áreas precárias

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O “morro do Mubi”, localizado em Blumenau (SC), é uma das partes mais vulneráveis da cidade. Abandonado por ser um morro invadido, não apresenta nome legal e nem projetos relacionados à saúde. Esse fato é corroborado pela ausência de Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Na disciplina de Interação Comunitária II do curso de Medicina da FURB, acadêmicos do 2º semestre foram responsáveis pelo primeiro contato com a comunidade. O objetivo esteve em fazer uma reflexão crítica acerca do que foi visto pelos estudantes no “morro do Mubi”, especialmente relacionado à ausência de ACS e suas consequências para a população. Os acadêmicos buscaram intervenção através de visitas residenciais e desenvolvimento de um perfil epidemiológico levantado por meio de questionários referentes à saúde, os quais geraram gráficos e a constituição do mapa inteligente. Através do mapeamento, chegou-se a estimativa de 380 moradores. O perfil epidemiológico apontou uma população na qual é fundamental a Estratégia de Saúde da Família - 95% dos moradores disseram já ter necessitado de atendimento no local. As enfermidades de maior incidência foram Hipertensão Arterial Sistêmica (17%) e Diabetes (15%). Metade dos entrevistados relataram fazer uso contínuo de fármacos. A análise é que o ACS é uma pessoa essencial para a melhoria das condições de saúde da população. Porém, a saúde pública brasileira se mostra precária ao não disponibilizar a todas as comunidades esses profissionais. Segundo dados do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, em dezembro de 2005, 59% da população do país contava com acompanhamento por ACS. Assim, para a melhoria da situação da saúde dos moradores de áreas precárias, a presença de ACS é indispensável. A partir da atividade desenvolvida por esses acadêmicos, percebe-se que eles realizaram o primeiro acompanhamento dessa comunidade que carecia de atenção em sentido amplo, desempenhando o papel dos ACS.