A experiência de conversão em ESF da UBS02 de Planaltina (DF)
Introdução Em fevereiro de 2017, o Governo do Distrito Federal publicou as portarias 77 e 78. A primeira determinava que a rede passaria ao modelo ESF. Até o fim de 2016, apenas 30% da cobertura da atenção primária era da Estratégia Saúde da Família (ESF). A segunda, que os especialistas focais atuando na atenção primária poderiam ser transferidos, caso não aceitassem converter-se à ESF e assumir novas funções profissionais. Objetivo Evidenciar os impactos da mudança na rede de atenção básica a partir da experiência vivida no Centro de Saúde 02, de Planaltina (DF), (CS02-Plan). Descrição da Experiência No CS02-Plan, o modelo tradicional funcionou por quase 30 anos. No fim de junho, com a formação de 5 equipes novas, 100% do território passou ao modelo ESF. A maior parte do pessoal de enfermagem foi incorporado às equipes, mas todos os médicos especialistas focais foram transferidos. Antes, cada enfermeiro e técnico de enfermagem trabalhava em um setor específico, como vacina, curativo ou pediatria. Aos poucos, as funções estão se tornando rotativas, com cada profissional circulando em todos os setores. O acolhimento também passou a ocorrer durante todo o horário de funcionamento da unidade. Os antigos médicos da clínica médica, pediatria ou ginecologia foram substituídos por profissionais que passaram a atender, integralmente, toda a população do território. Discussão De início, a unidade parecia mais vazia. Com consultas agendadas por horário, os pacientes não precisam mais passar a manhã toda esperando para serem atendidos. As antigas filas, de madrugada, para marcar consulta também acabaram. E o atendimento de demanda espontânea na UBS agora é uma alternativa para os problemas agudos da população. Conclusão Em um período de crise do SUS, a ESF segue parecendo ser a saída para um sistema saúde que seja de fato integral, universal e de qualidade.