A coordenação do cuidado em paciente com múltiplas comorbidades
Introdução: Pacientes com múltiplas comorbidades graves frequentemente são acompanhados por mais de um especialista. Entretanto, a deficiência na comunicação entre os níveis de atenção à saúde dificulta o intercâmbio de informações entre os mesmos, com consequentes prescrições redundantes e inconsistências durante o tratamento. Objetivo: Reforçar a importância da coordenação do cuidado por um médico qualificado Descrição da Experiência: Residente de Medicina de Família e Comunidade visita o domicílio de um paciente com 38 anos resistente ao acompanhamento médico. O mesmo se encontrava domiciliado devido obesidade e úlcera venosa em membros inferiores, portador de hipertensão e diabetes melitus não controlados, hipotireoidismo e insuficiência cardíaca. Em uso de dezesseis medicações, algumas conflitantes com suas patologias. Perdeu o vínculo com os Ambulatórios de Especialidades devido absenteísmo e apresentou piora clínica nesse período. Utilizando a rede de cuidado, incluindo a enfermagem e profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, o médico iniciou o tratamento do paciente. Discussão: A dificuldade de comunicação intersetorial associada à complicações sociais resulta em situações catastróficas. Dessa forma, a complexidade e a velocidade de progressão de certas patologias resultam em complicações permanentes. Assim, destaca-se a importância de um profissional capacitado para coordenar o cuidado, resolver as pendências e desenvolver uma abordagem integral, centrada na pessoa. Faz-se necessária a abordagem do paciente como um todo, incluindo todas as suas necessidades, além das comorbidades. Conclusão: A importância de aplicar ferramentas disponíveis no momento adequado, permite a promoção da saúde, ação imprescindível para evitar sequelas.