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Resumo

A escoliose congênita associada à malformação costal é uma deformidade escoliótica da coluna devido à anomalia congenita do desenvolvimento apresenta incidência de 1 a cada 1000 nascidos vivos, caracterizada pela presença de vértebras com alterações em sua formação. Este relato descreve um caso de escoliose congênita com apagamento dos espaços deiscais com ossificaçoes ligamentares espessas formando blocos vertebrais de T2 a T4, de T8 a T10 e em T11 - T12, com importante desvio rotacional vertebral torácico inferior, aparente fusão parcial de T6 e T7 em paciente do sexo feminino e relata modificações da deformidade por escoliose em decorrência do tratamento. A análise foi realizada do ponto de vista clínico e por exames complementares. Foram avaliadas radiografias, ressonâncias e tomografias obtidas desde a primeira consulta, em 1993, e durante o período em que a mesma foi acompanhada em uma clínica particular em conjunto com a UBS Maria Vindilina II, até a estabilização do quadro em 2018. A evolução foi favorável com uso de colete de Milwaukee em conjunto com a fisioterapia e natação, e houve melhora do quadro clínico após maturidade esquelética, sendo que o ângulo de curvatura lateral, aferido pelo método de Cobb, inicialmente de 20 graus, reduziu e se estabilizou em 09 graus, sendo que esta medida se mantém atualmente. Pela análise realizada houve uma concomitância de patologias, sendo que a fusão de arcos costais não influenciou na deformidade da coluna, uma vez que a mesma regrediu com o tratamento clínico. Esta evolução nos leva a concluir que a escoliose congênita da jovem deve ser imputada como a única responsável pelo quadro clínico da paciente e que a fusão dos arcos costais não interfere na biomecânica da coluna vertebral.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Mato Grosso
  • 2 Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT-Sinop)
  • 3 Universidade de Cuiabá (UNIC)
Palavras-chave
QC14 Adulto
L82 Malfor. cong. ap. músculo-esquelético