Preceptor: aprendendo junto com o residente

Vol 2, 2019 - 114090
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Resumo

A preceptoria de residência de medicina de família e comunidade da prefeitura de São Paulo (RMFCSP) traz muitos desafios para a rotina do médico de família, principalmente por ser um programa que começou a ser realmente estruturada (o desenho da matriz curricular) há pouco mais de 02 anos. Temos reuniões mensais para discutir a matriz curricular do programa e sobre os estágios que os residentes vão vivenciar nos meses seguintes à reunião. É um trabalho não remunerado e que os preceptores tentam conciliar com a sua carga horária na UBS. Existe uma grande dificuldade de conciliar o que é preconizado nas diretrizes operacionais da UBS pela SMS-SP e o que a OS estabelece para poder alcançar a meta de produção. Os residentes RFMFCSP podem optar por trocar a UBS em que atuam no segundo ano da residência. No primeiro ano de preceptor foi o que ocorreu devido a atritos comigo e entre os residentes por divergências de condutas e de formas de atendimento. As divergências de pensamentos são inevitáveis em qualquer ambiente de trabalho, faltou a este preceptor, provavelmente pela inexperiência, a habilidade para contornar e integrar essas divergências para um melhor resultado pensando na família atendida. O preceptor deve exercer outros papéis que ultrapassam os aspectos de ensino-aprendizagem, como descrito por Botti (2007) e para esse fim, quanto mais integrado à equipe multiprofissional, melhor a formação, além do ensino-aprendizagem puramente clínico, do residente.

Instituições
  • 1 SPDM
Palavras-chave
QT2 Formação
QT22 Formação profissional