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INTRODUÇÃO: O Yôga é uma prática física, mental e espiritual milenar que vem sendo cada vez mais associada ao bem estar e qualidade de vida, incluída recentemente como prática integrativa na Atenção Primária. OBJETIVO: Identificar se a prática de Yôga melhora a qualidade de vida de indivíduos com alguma morbidade. MÉTODOS: A seleção dos artigos seguiu as diretrizes atuais do PRISMA, utilizando-se as bases de dados PubMed, Cochrane, Lilacs e Medline. Os artigos selecionados, publicados em português ou inglês entre 2015 e 2018, avaliaram a qualidade de vida após a prática de Yôga em indivíduos com alguma morbidade. RESULTADOS: Esta revisão sistemática resultou em oito artigos, totalizando 846 indivíduos com idade média de 57,9 anos, sendo 61,05% do sexo feminino. A duração das intervenções foi entre seis a 48 semanas com média de frequência semanal da pratica de Yôga de duas vezes por semana. Dos instrumentos de medida da qualidade de vida, foram utilizados os questionários SF-36, WHOQOL-BREF, FACT-C e FACT-G. Das morbidades estudadas verificou-se uma melhora estatisticamente significativa da qualidade de vida geral em indivíduos pós revascularização cardíaca, com Burnout e afecções endócrino-metabólicas como a obesidade, bem como efeitos positivos sobre a qualidade de vida em indivíduos com doenças osteoarticulares e em pacientes com câncer de próstata em radioterapia. Entretanto observou-se que, apesar de referido bem estar após a prática de Yôga, não houve melhora estatisticamente significativa em pacientes com dor lombar crônica e câncer colorretal. CONCLUSÃO: Concluiu-se que o Yôga contribui para melhoria da qualidade de vida de pacientes com distintas morbidades.
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