O uso de preservativo em adolescentes da rede pública de Cuiabá

Vol 2, 2019 - 113785
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Resumo

Introdução: Mesmo com a desaceleração no ritmo de crescimento da população jovem, adolescentes e jovens de 10 a 24 anos no censo de 2010 somam um total de 51.402.821 pessoas - 36,89% da população brasileira. Com este panorama práticas educativas são indispensáveis para a formação de adolescentes, visando facilitar a troca de informações e a apropriação do conhecimento necessário à prática do sexo seguro. A escola é um espaço privilegiado para práticas de promoção de saúde e de prevenção de agravos à saúde e de doenças. Objetivo: Mostrar a importância de prática educativas no ambiente escolar sobre sexo seguro e prevenção da gravidez na adolescência. Métodos: Em uma escola da rede pública de Cuiabá em agosto de 2018 foram feitas palestras por alunos do quarto ano de medicina sobre a importância do uso do preservativo a fim de prevenir a infecções sexualmente transmissíveis e HIV bem como evitar uma gravidez indesejada. Ao final foi aplicado um questionário sobre início da atividade sexual e uso de preservativo. Discussão: participaram 243 alunos, sendo 128 homens e 115 mulheres, 36,2% dos alunos não tinham iniciado vida sexual,sendo a maioria do sexo feminino 20,5%. Dos 63,7% que tinham vida sexual ativa somente 21,8% assinalaram utilizar preservativo em todas as relações, 36,2% às vezes e 5,7% nunca utilizarem. A porcentagem de maior uso do preservativo foi entre os meninos 34,1%. Conclusão: A escola e os serviços de saúde, trabalhando de maneira integrada, podem constituir-se como uma rede de proteção. Ações continuadas e permanentes que incentivem atividades solidárias entre os alunos ajudam a fortalecer a comunicação e o respeito às diferenças, minimizam os mais diversos fatores de risco incrementando potentes fatores de proteção.

Instituições
  • 1 Universidade Federal de Mato Grosso
Palavras-chave
QC1 Faixa etária
QC13 Adolescente
QD23 Educação em saúde
P23 Sinais/sint. comportamento adolescente