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Resumo

A fisiopatologia da cefaleia acontece no sistema nervoso, principalmente central, e depende de condições genéticas e características individuais para as diversas maneiras como se manifesta, mas hábitos alimentares podem exercer influência sobre sua ocorrência. O presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida e os hábitos de alimentação em estudantes universitários com cefaleia. Realizou-se um estudo transversal com estudantes universitários do UNIVAG Centro Universitário, situado na região metropolitana de Cuiabá, Mato Grosso, entre agosto de 2017 e julho de 2018. Para o diagnóstico do grau do impacto da cefaleia foi utilizado o Headache Impact Test (HIT-6), para determinar o comportamento alimentar foi utilizado o questionário Three Factor Eating Questionnaire (TFEQ-R21) e para avaliar a qualidade de vida foi utilizado o The World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-bref). Um total de 298 estudantes universitários foram avaliados durante o período de estudo, sendo 61,7% (n=184) do sexo feminino e 38,3% (n=114) do sexo masculino. A idade média foi igual a 21,5 anos (IC95%=21,1-21,9; Mediana=21,0; Mínimo=16,0; Máximo=42,0). A escala de qualidade de vida foi estatisticamente menor entre estudantes com alto impacto da cefaleia para todos os domínios avaliados. Comportaram-se como fatores independentes e associados à cefaleia de alto impacto as seguintes variáveis: sexo feminino (RP=2,01; p<0,001); renda mensal de até 3 salários-mínimos (RP=1,37; p=0,026) e disposição mental para comer menos do que deseja (RP=0,64; p=0,001). A ocorrência de cefaleia de alto impacto parece ser influenciada por fatores genéticos, hormonais e também comportamentais.

Instituições
  • 1 Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG)
  • 2 Instituto Meridional de Passo Fundo (IMED)
Palavras-chave
N01 Cefaleia
T05 Problemas alimentares adulto