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A Universidade Estácio de Sá conta com um eixo no qual, seus alunos da medicina, nos oito primeiros períodos, convivem com a Medicina de Família e Comunidade. Isso inclui o Programa Saúde na Escola, no qual os acadêmicos frequentam escolas parceiras para avaliar o estado geral das crianças e preencher um questionário a respeito de hábitos alimentares, exercícios físicos e saúde bucal, além de um breve exame físico. Este trabalho consiste em uma análise dos dados coletados nessas visitas, realizadas em uma escola pública no centro da cidade do Rio de Janeiro, avaliando primordialmente os índices antropométricos e a frequência do consumo de alimentos ultraprocessados, buscando correlacionar os hábitos das crianças com a proposta do Novo Guia Alimentar do Ministério da Saúde. Nesse contexto, no período de julho de 2016 a julho de 2018, foram avaliadas 529 crianças, das quais 289 são do sexo masculino e 240 do sexo feminino. Destas, 59,9% consumiam ultraprocessados diariamente e 40,1%, semanalmente. Tais alimentos apresentam composição nutricional desbalanceada, favorecem o consumo exagerado de calorias e tendem a afetar negativamente a cultura, a vida social e o ambiente. Já em relação aos dados antropométricos, 69 entrevistados (13%) se encontravam acima do score-Z +2 na curva de IMC/idade, ou seja, com sobrepeso ou obesidade, enquanto a média brasileira estava em torno de 33,5% em 2015. Assim, observa-se a necessidade de intervenções primárias de saúde no contexto escolar, com a intenção de informar sobre a importância da alimentação nutritiva para o desenvolvimento adequado das crianças. Não se deve esquecer também de que, a longo prazo, o consumo exagerado de ultraprocessados pode relacionar-se com doenças crônicas não transmissíveis como obesidade, diabetes, hipertensão e dislipidemia. Logo, urge que a Medicina de Família e Comunidade ocupe esse espaço, promovendo saúde universal e ampla.
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