Grades abertas: desafios de voluntariado em Penitenciária sem equipe básica completa.

Vol 2, 2019 - 113219
Comunicação Oral Coordenada
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Resumo

Introdução: A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade (PNAISP), 2014, estipula princípios Estatais para atenção integral a sentenciados. É sugerido que Unidades Prisionais (UP)com mais de 500 presos disponham de equipe básica tipo III, com médico e equipe multiprofissional. A UP I , em Serra Azul-SP, ( aproximadamente 2000 presos) não dispõe de médico fixo 40 horas semanais em sua equipe, portanto atendimentos ocorrem apenas para casos selecionados com médicos remanejados/voluntários. Relato: Por seis meses, realizou-se atendimento médico, em quatro horas semanais. Entre os principais pontos de eficiência: equipe interessada, receptiva e qualificada; realização de testes rápidos; espaço seguro para atendimentos; disponibilidade de medicações, principalmente antibióticos; planilhas para principais agravos identificados. Entre os principais desafios: não há rotina de inclusão para todos sentenciados em consultas; há descontinuidade na longitudinalidade no caso de transferências entre UPs; limite de exames laboratoriais; rede pobre de referenciamento; adequar-se a rotinas internas de segurança e adaptar consultas com menos privacidade. É preciso ainda perspicácia quanto a possíveis atos/solicitações dos sentenciados que ponham em risco a segurança. O subdiagnóstico por carência de medidas de prevenção em saúde, é evidenciado, por exemplo, em análise experimental de doenças crônicas, com aumento na prevalência de hipertensão arterial de 1% (registros locais) para 13% ( após atendimentos) e DMII de 0,5% para 8%. Conclusão: O atendimento apenas ocasional médico representa um suporte útil, porém insuficiente para as demandas complexas de UP. Enfatiza-se a importância de diagnostico clínico e habilidades multifacetadas da equipe. É preciso evitar duplo julgamento e há temor de _x0098_desumanizar-se" a despeito de manter segurança. O principal reconhecimento de mudança para Políticas de Saúde em UP poderia ser reforçado com a consciência de que saúde prisional adequada reduz carga de doenças, não apenas para sentenciados, mas para toda sociedade.

Instituições
  • 1 Universidade de São Paulo- USP Ribeirao Preto
Palavras-chave
QC3 Vulnerabilidade
QC34 Prisioneiro
QR36 Relato de caso
K86 Hipertensão sem complicações