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Criptococose é infecção fúngica de levedura do gênero Cryptococcus. A levedura vive endossaprofiticamente em aves, isolada de fezes desses animais. Geralmente é contraída da inalação do agente, posteriormente, por disseminação hematogênica, torna-se sistêmica. Lesões cutâneas são observadas após disseminação do fungo entretanto, pode haver inoculação traumática na pele, caracterizando criptococose cutânea primária. Ocorre, principalmente, em indivíduos imunocomprometidos, sobretudo, portadores do vírus da imunodeficiência humana. A patologia cutânea apresenta manifestações clínicas polimorfas, consistindo lesões infiltradas, pápulas, vesículas herpetiformes, nódulos, edema, massas subcutâneas e úlceras. Este relato apresenta a investigação, o diagnóstico e conduta em paciente imunocompetente acometida por criptococose cutânea primária, atendida em uma UBS em Sinop/MT. Caso consiste de paciente, 63 anos, previamente hígida, viúva, moradora de zona rural e lavradora. Atendida em nosso serviço em 04/04/2017 queixava-se de lesão em antebraço esquerdo, prurido e algia. Referia que lesão havia iniciado como placa eritematosa dez dias precedidos à consulta. Paciente afirma a cultura de galináceos e pombos no ambiente peridomiciliar. À inspeção, lesão apresentava-se na face lateral do terço proximal do antebraço esquerdo; medindo aproximadamente 8,0x6,0x2,0cm, supurativa, secreção serosanguinolenta; bordas elevadas, bem definidas, sinais de infecção secundária. Foi prescrito antibioticoterapia e anti-inflamatório, colhido duas amostras biopsiadas e submetidas ao anatomopatológico. Na consulta subsequente, três dias após, o resultado do anatomopatológico evidencia o gênero Cryptococcus. Solicitou-se hemograma, função hepática e renal e sorologia anti-HIV. Na terceira consulta, realizada em 11/14/2017, exames não ressaltam desvios da normalidade. É instituído tratamento com Fluconazol 150 mg em 3 tomadas diárias por 6 meses e retornos quinzenais, para avaliar novamente a lesão e a monitoração renal e hepática. Ao retorno, paciente exibe lesão não ulcerada, ausência de infecção secundária, negando demais queixas. Segue-se a rotina laboratorial e tratamento instituído. No levantamento bibliográfico não foi encontrado relato de caso envolvendo tal patologia em Mato Grosso.
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