Avaliação do risco cardiovascular em pacientes diabéticos em ESF em Cuiabá-MT

Vol 2, 2019 - 113518
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Resumo

INTRODUÇÃO: As doenças cardiovasculares (DCV) são, atualmente, consideradas a principal causa de mortalidade no Brasil e no mundo e o Diabetes é um importante fator de risco, podendo aumentar de 2 a 4 vezes sua ocorrência. Estima- se que 50 % das pessoas com diabetes morrem em decorrência das doenças cardiovasculares.OBJETIVOS: Identificar nos pacientes portadores de diabetes cadastrados e acompanhados na ESF em Cuiabá- MT, o risco de apresentarem um evento cardiovascular em 10 anos.METODOLOGIA: Estudo quantitativo descritivo, realizado em diabéticos da unidade em questão e que realizaram exames laboratoriais no ano de 2018, utilizando a Calculadora para a Estratificação de Risco Cardiovascular, disponível em IOS e Androide, contida na Diretriz Brasileira Baseada em Evidências sobre Prevenção de Doenças Cardiovasculares em Pacientes com Diabetes. O risco é considerado baixo quando o escore é inferior a 10%, intermediário quando está entre 10 e 20%, alto entre 20 e 30%, e muito alto quando superior a 30%.RESULTADOS: A estratificação do risco cardiovascular foi realizada nos 64 diabéticos residentes em 2 microareas cobertas pela unidade, sendo 56% do sexo feminino e média de idade de 65 anos. Destes 23% fazem uso de insulina e 86% são hipertensos. Quanto ao Risco Cardiovascular, grande maioria (92%) apresentou risco alto, 5% apresentaram risco muito alto e apenas 3% apresentou risco intermediário.CONCLUSÃO: Quase 100 % dos diabéticos apresentam risco alto para a ocorrência de um evento cardiovascular nos próximos 10 anos. Conclui- se que a estratificação do risco é fundamental para auxiliar a equipe de saúde da família a desenvolver ações de controle do diabetes e intervenções dos fatores associados, garantindo um aumento da sobrevida desses pacientes e uma melhor qualidade de vida.

Instituições
  • 1 Universidade de Cuiabá (UNIC)
Palavras-chave
QR32 Estudo quantitativo
T89 Diabetes insulino-dependente
T90 Diabetes não insulino-dependente