Avaliação da prevenção secundária das doenças cardiovasculares em Unidades Básicas de Saúde

Vol 2, 2019 - 113508
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Resumo

INTRODUÇÂO: As doenças cardiovasculares (DCV),representadas principalmente pelo infarto agudo do miocádo e pelo acidente vascular cerebral, constituem a primeira causa de morte no mundo.Medidas preventivas, incluindo farmacoterapia, são importantes não apenas para diminuir a morbidade e mortalidade das DCV, mas também porque tem impacto na qualidade de vida. Segundo diretrizes internacionais de prevenção secundária das DCV recomenda-se tratamento medicamentoso ao longo da vida com antiagregante plaquetários, beta bloqueadores, estatinas e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA). Com o aumento do uso desse tratamento para prevenção secundária, mais de 104 vidas poderiam ser salvas e 191 eventos isquêmicos recorrentes poderiam ser evitados a cada 10.000 apresentações. Por este motivo, essa pesquisa teve como objetivo avaliar a prevenção secundária medicamentosa em pacientes que já apresentaram eventos cardiovasculares, frequentadores das Unidades saúde da família do município de Embu-Guaçu. MÉTODO: Estudo observacional transversal. Participaram do estudo 67 pacientes que tiveram pelo menos um evento cardiovascular, que responderam um questionário contemplando dados sócio-demográficos, identificação do evento cardiovascular, e das medicações prescritas, dos prescritores e acompanhamento desses pacientes. RESULTADOS: A média de idade dos pacientes foi de 64 anos. O AVE foi o evento mais prevalente (p= 0,0000). Não houve diferença significante na distribuição dos eventos segundo o gênero. Apenas 21% das prescrições estavam adequadas. Os pacientes na sua grande maioria são acompanhados pelo cardiologista (p=0,0000). Dos pacientes acompanhados pela atenção primária à saúde, apenas 26% estavam com a prescrição adequada. CONCLUSÂO: A prevenção secundária medicamentosa adequada foi de apenas 26%, longe de ser ideal e de alguns estudos que chegam a ser 90%. O acompanhamento dos pacientes é feito principalmente pelo cardiologista e não pelo médico de família como o esperado. O acompanhamento pela AP foi de 51%, sendo que todos os pacientes estão no território de abrangência das UBSF.

Instituições
  • 1 Universidade Santo Amaro (UNISA)
  • 2 Universidade Santo Amaro
Palavras-chave
QD42 Prevenção secundária
QR323 Estudo transversal
K75 Enfarte agudo miocárdio
K91 Doença vascular cerebral