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É fundamental entender que a Atenção Primária a Saúde (APS), tem como escopo lidar com o mais diversificado público, independe de seu gênero, faixa etária, profissão, ciclo de vida ou alterações patológicas do corpo, os transtornos de ansiedade são tão frequentes em cuidados primários, que estima-se que um em cada dez pacientes que são atendidos diariamente apresentam sintomatologia referente a ansiedade ou suas comorbidades (síndrome do pânico, estresse pós-traumático, fobias e depressões). Dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), apontaram que a prevalência mundial do (TA) é de 3,6%, passando para o continente americano, registra-se proporções de 5,6% da população, a nível de Brasil o número é ainda mais alarmante, 9,3%, colocando o país como o maior possuidor de casos de ansiedade do mundo, os dados também revelam que as mulheres sofrem mais com a ansiedade e a depressão do que os homens. Especialistas afirmam que fatores socioeconômicos, tais como pobreza, desemprego, estímulos ambientais e estilo de vida vivenciado em grandes metrópoles são colaborativos para desencadear o transtorno. Sendo assim, lidar com esses problemas em seu estágio inicial torna-se muito mais hábil e satisfatório o tratamento. A ansiedade é a mais comum e universal das emoções, portanto, a investigação de um possível transtorno deve ser considerada em pacientes com sintomas de ansiedade múltiplos ou persistentes ou com múltiplas queixas sem uma etiologia clara e somática. O tratamento ideal para essa patologia é uma combinação de estratégias farmacológicas e comportamentais. À medida que os cuidados de saúde primários evoluem, espera-se que a gestão dos distúrbios mentais (incluindo os distúrbios de ansiedade) ocorra em grande parte no contexto de modelos de cuidados colaborativos nos quais os pacientes e médicos de cuidados primários interajam facilitando tratamento, tornando-o mais abrangente e holístico.
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