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A coqueluche é uma doença infecto contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis. É uma entidade clínica que afeta o trato respiratório inferior, podendo ser adquirida por indivíduos de todas as idades, porém mais incidente em crianças menores de um ano. O diagnóstico é eminentemente clínico. O médico de família é um ator importante no contexto do cuidado ampliado dessa condição, visto a capacidade do profissional em cuidar longitudinalmente e também estimular a prevenção através da vacina. Nos últimos anos, observamos um ressurgimento da coqueluche no Brasil. O objetivo dessa análise foi estudar o perfil epidemiológico da coqueluche e sua cobertura vacinal em menores de um ano no estado da Bahia, de 2007 a 2015. Fruto da amizade e união em pesquisa de dois médicos residentes de medicina de família do estado da Paraíba com dois internos do estado da Bahia. O encontro desse quadrinômio resultou em uma análise epidemiológica de série histórica feita com dados secundários do Sistema Nacional de Agravos e Notificações. Estudou-se algumas variáveis, tais como: sexo, raça, evolução, zona de residência, macrorregião da Bahia, sazonalidade e cobertura vacinal. Foram identificados 764 casos de coqueluche em menores de 1 ano, 51,52% dos casos totais. Predominou o sexo feminino e a raça parda. A cura se deu em 90,44% dos casos. A zona de residência mais acometida foi a urbana. A cobertura vacinal a partir de 2013 decresceu, ficando abaixo de 95%. A análise de dados obtida permitiu o conhecimento dos médicos paraibanos sobre a realidade baiana. Aos estudantes foi dada a oportunidade de conviverem com residentes e entenderem a dinâmica de pesquisa utilizando mídias digitais para complicação dos dados.
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