A roda de conversa como estratégia de prevenção de doenças crônicas

Vol 2, 2019 - 113423
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Resumo

Introdução: De acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) de 2017, a prevalência de hipertensão autorreferida passou de 22,6% em 2006 para 24,3% em 2017 e ainda segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional. Visto isso, a roda de conversa é uma ferramenta de promoção da saúde que pode ser utilizada a fim de estimular a participação do paciente, gerando a redução desses índices. A promoção da saúde leva a refletir sobre o objeto saúde. Propõe-se que saúde é um conceito em construção, em movimento, dependendo de valores sociais, culturais, subjetivos e históricos. Relato: Foi realizada, em parceria com a equipe da ESF, uma roda de conversa com pacientes diabéticos e/ou hipertensos na UBS Vitória Régia, Cáceres - MT. Para a realização das atividades os pacientes foram organizados em círculo na área externa da UBS no intuito de se criar um momento descontraído, que permitisse que todos ficassem à vontade, participando de forma dinâmica e interativa. Foram ouvidos os motivos da falta de adesão ao tratamento e as informações e opiniões sobre alimentação dos pacientes, a fim de identificar os principais problemas para que uma orientação adequada fosse feita. Resultados: A atividade resultou em maior interesse dos pacientes em participar de forma ativa do tratamento, contando suas experiências, dúvidas e problemas enfrentados. Já para os acadêmicos, foi possível identificar as dificuldades dos pacientes e a importância de uma interação voltada para a realidade da comunidade. A roda de conversa mostra-se eficaz no sentido de aproximar a comunidade, os estudantes e a equipe multidisciplinar, incentivando e facilitando o tratamento correto e eficiente da diabetes e da hipertensão.

Instituições
  • 1 Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)
Palavras-chave
QD4 Prevenção clínica
QP4 Perspectiva do paciente
QT1 Ensinamento