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A Influenza A H1N1 é causada por um vírus de RNA da família Ortomixovirus e foi responsável pela mais recente pandemia de gripe, em 2009. Nas gestantes, as alterações gravídicas fisiológicas no sistema respiratório fazem com que a árvore respiratória torne-se foco de processos infecciosos. Além disso, a mudança no sistema imunológico na gravidez favorece o processo infeccioso, tornando as gestantes um grupo de risco para complicações da Influenza A H1N1. Desta forma, analisar a Influenza A H1N1 na gestação, assim como suas complicações para a gestante e para o feto se tornam de extrema importância no acompanhamento da atenção primária. Foi realizada uma revisão bibliográfica nas bases de dados SciELO, LILACS e Medline/PubMed, com os descritores: gestação, H1N1 na gestação e Influenza. Os artigos mostram que, além do quadro típico da influenza A H1N1, podendo cursar com febre maior ou igual a 37,8º, mialgia, artralgia, fadiga, cefaleia, rinorreia, dor de garganta e tosse, persistindo por até 6 semanas, as gestantes evoluem com mais complicações e hospitalizações. Os sinais de agravo, como dispneia, taquidispneia, hipoxemia, persistência ou aumento de febre, alterações no sensório, hipotensão arterial, queda na diurese, desidratação, exacerbação de doença crônica preexistente, miosite e creatinina sérica aumentada apontam para possíveis complicações. Além disso, relacionado ao feto, as mães doentes possuem maior tendência a abortamento, parto prematuro, cesarianas, aumento de mortalidade materna, sofrimento fetal, internação do recém-nascido em UTI neonatal e óbito neonatal. Portanto, conclui-se que as gestantes são um grupo de risco com considerável morbimortalidade durante os surtos de H1N1. Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoces, assim como as medidas de prevenção, como as campanhas de vacinação contra as gripes, em especial na Estratégia de Saúde da Família, são imprescindíveis para conter a infecção, disseminação, morbimortalidade, além de evitar complicações fetais.
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