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INTRODUÇÃO A sexualidade ainda no século XXI é vista como um tabu pela maioria dos profissionais médicos em sua prática de trabalho. Abordar a sexualidade na consulta médica é olhar para o paciente como sujeito, visando compreende-lo como um todo, o que auxilia em um melhor desfecho tanto das demandas trazidas pelos pacientes, assim como as demandas ocultas que, nem de longe, são menos importantes. RELATO P.T.S, feminino, 38 anos, casada, comparece a consulta (primeira consulta comigo) para renovar receita de fluoxetina. Fazia uso da medicação há aproximadamente dois anos. Relatava que era muito ansiosa. No momento da consulta paciente assintomática. Durante a entrevista clínica centrada na pessoa iniciei a abordagem da sexualidade da paciente. Ao perguntar se ela estava realizada na vida sexual, sua resposta de imediato foi "não". Ao explorar mais o assunto ela se queixava que somente seu esposo se satisfazia sexualmente. Ela não se satisfazia sexualmente já que o esposo tinha "ejaculação precoce". Continuamos a consulta e por fim sugeri que ela conversasse com seu companheiro e caso ele quisesse, agendasse uma consulta pra ele para abordarmos essa questão. Na semana seguinte P.T.S comparece a consulta com seu esposo F.A.S, 43 anos para abordarmos a questão descrita acima. CONCLUSÃO: A abordagem da sexualidade é fundamental para compreendermos o sujeito como um todo e em toda sua complexidade, uma vez que já é bem documentado que o processo saúde-doença é multicausal. Muitas demandas ocultas só irão aparecer a partir do momento em que olharmos além da doença que o paciente nos traz. Elas aparecerão quando a abordagem do profissional deixar de ser "biomédica" e passar a ser biopsicossocial".
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