VIOLETAS NO BRASIL: CONTINUIDADES E TRANSFORMAÇÕES NA IMPRENSA FEMININA DO SÉCULO XIX

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Resumo

Autora: Márcia da Silva 

Afiliação Institucional: UNIFESP

Eixo 3: Imprensa e impressos educacionais

A educação feminina, nos séculos XIX é o tema deste trabalho, tomando como objeto de análise as revistas A Violeta, sendo publicada em São Paulo em 1848. A Violeta Fluminense, RJ, (1857-1858), Violeta, Rio Grande, (1878-1879), A Violeta, São Paulo, (1887). Mais do que simples periódicos, essas revistas se apresentam como um espaço de mediação, transformações e continuidades, entre o público e o privado, apresentando as múltiplas tensões que marcaram o processo de construção da identidade feminina no Brasil Imperial. O principal questionamento que orienta esta pesquisa, é como as revistas A Violeta representaram e difundiram as concepções de educação feminina?  Ao analisar as seções, os textos e os discursos publicados, busca-se compreender como a imprensa feminina, nas páginas das variadas Violetas, contribuíram para a educação da leitura, escrita e emancipação da mulher? A investigação ancora-se no campo da História da Educação, com base em uma abordagem documental, histórica e cultural, fundamentada na leitura crítica das edições das revistas digitalizadas, disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Complementarmente, foram realizadas consultas a acervos digitais do Arquivo Público do Estado de São Paulo e à Hemeroteca Digital Brasileira, além de ampla revisão bibliográfica. O recorte temporal centra-se no ano de 1822 a 1889, período imperial — em que o Brasil declarou sua independência de Portugal, e pela crescente presença da imprensa como mediadora entre moral, política e educação, avançando pelo tempo até a publicação da primeira revista A Violeta, em 1848. Como metodologia de pesquisa serão utilizados os seguintes procedimentos: revisão da literatura, seleção e análise de documentos, levantamento, coleta e seleção das fontes, também se dialoga com Zicman (1985), pioneira na sistematização metodológica para análise da imprensa como fonte histórica, e Buitoni (1990), que discute o papel educativo e estético das publicações femininas no Brasil. Como categoria de análise, as contribuições da pesquisa dialogam com os pressupostos da História da Educação, tomando como referência os trabalhos de Certeau (2002), que compreende o cotidiano como espaço de práticas e resistências, e Bourdieu (1998), cuja noção de habitus permite compreender como as disposições sociais se inscrevem nas formas de expressão e produção simbólica.  Para a segunda categoria de análise:  recorre-se à bibliografia especializada sobre a imprensa brasileira, com destaque para os estudos de Ana Luiza Martins e Tania Regina de Luca (2008), que discutem a imprensa como campo de mediação social e instrumento de construção de identidades. Como resultado, esta pesquisa busca investigar que as revistas A Violeta não apenas reproduziram os discursos patriarcais de seu tempo, mas também serviu como instrumento de circulação de ideias e de formação cultural feminina.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Eixo Temático
  • 3- Imprensa e impressos educacionais
Palavras-chave
Revista A Violeta
Imprensa Feminina
História da Educação