REFLEXÕES SOCIOLÓGICAS SOBRE EDUCAÇÃO, DESIGUALDADES E INCLUSÃO: DESAFIOS E AVANÇOS NA AMAZÔNIA AMAPAENSE

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Resumo

O objetivo deste estudo é refletir sociologicamente sobre a educação, desigualdades e inclusão, seus desafios e possibilidades na rede pública de ensino do Amapá. A metodologia para sistematização deste estudo foram a pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter exploratório-descritivo. A partir da perspectiva dos autores Bourdieu e Passeron (2014), Charlot (2000), Saviani (2008), Brasil (2008), Oliveira (2016), Young (2011), Mantoan (2015), Glat e Blanco (2009), Beyer (2013), Mittler (2003), Dayrell (2007), Arroyo (2011) e algumas legislações pertinentes citadas ao longo do texto. Os resultados deste estudo apontam um cenário local de desigualdades e avanços consideráveis. A desigualdade educacional no Amapá é refletida em diversos indicadores, como a formação dos professores e a infraestrutura escolar. Dados do QEdu (2025) apontam que apenas 64,9% dos professores da rede pública estadual possuem formação adequada para o exercício do magistério. Os avanços são os investimentos em políticas públicas que buscam promover a equidade educacional. Um exemplo é o Programa Amapá Afro, criado em 2010 por meio da Lei Estadual nº 1.519/2010, que visa valorizar a cultura afro-brasileira nas escolas estaduais. Portanto, este estudo contribui para promover reflexões as tensões entre políticas educacionais e a realidade concreta vivenciada na rede pública de ensino amapaense. Ou seja, investigar as estratégias docentes frente às desigualdades é também investigar como a política educacional se traduz ou não em experiências efetivas de inclusão e aprendizagem. Ao longo da minha trajetória como professora e coordenadora pedagógica, especialmente em escolas da rede pública do Amapá, observei de perto como as desigualdades sociais, culturais e econômicas impactam o processo educativo, influenciando tanto a permanência dos estudantes quanto suas condições de aprendizagem.  A escolha do tema parte do reconhecimento de que a escola pública, especialmente em regiões periféricas e amazônicas, enfrenta inúmeros desafios que vão desde a falta de infraestrutura até a necessidade de lidar com realidades socioculturais diversas, envolvendo populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas e urbanas.  Dessa forma, a pesquisa pretende responder à seguinte questão central: como professores da rede pública do Amapá elaboram práticas pedagógicas capazes de enfrentar as desigualdades sociais e promover a inclusão dos estudantes no processo educativo? Para isso, o estudo tem abordagem qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica e reflexões sociológicas desta autora que atua nos anos iniciais e finais do ensino fundamental, de modo a identificar estratégias, dificuldades e potencialidades (Gil, 2019; Minayo, 2017).  Por isso, a inclusão necessita de parâmetros que mantenha os alunos efetivamente incluídos. Para tanto é necessário o suporte do poder público, qualificação profissional dos docentes, adaptação dos espaço físico e acolhimento de toda comunidade escolar.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal do Amapá; Escola Sônia Henriques Barretos
  • 2 Escola Sônia Henriques Barretos
Eixo Temático
  • 2- Intelectuais e projetos educacionais
Palavras-chave
Reflexão
Inclusão
Políticas de Inclusão
Legislação
Escola