PRÁTICAS DE ESCRITA E REPRESENTAÇÃO NO JORNAL GENESIS DO COLÉGIO DE APLICAÇÃO DA UFS (1975-1981)

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Resumo

Esta comunicação apresenta uma compreensão histórico-educacional das produções escritas de professores e estudantes no jornal escolar Genesis. O impresso resultou de iniciativa da professora Maria da Conceição Ouro Reis, do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe. Caracterizou-se por proporcionar a professores e estudantes a oportunidade de difusão de escritos, incluindo produção literária e artística. O jornal Genesis foi tomado simultaneamente como objeto e fonte da pesquisa, sendo o acervo do Centro de Pesquisa, Documentação e Memória do Colégio de Aplicação (Cemdap) fundamental para o desenvolvimento do estudo. Foram selecionados textos publicados por docentes e estudantes no período de 1975 a 1981, intervalo em que a escrita e a circulação do periódico se mostraram mais evidentes. O Genesis circulou nas décadas de 1970 e 1980 e contou com a participação de dois grupos de professores(as): aqueles(as) vinculados(as) à formação básica, que dialogavam com estudantes por meio de lições, notas pedagógicas ou difusão de textos literários e aqueles(as) atuantes no ensino superior que utilizaram o veículo de comunicação direcionado a estudantes das formações iniciais e nele registraram memórias, deixaram reflexões e relatos. Entre os(as) docentes do primeiro grupo constam nomes como Carmelita Fontes, Manoel Messias, Suzana Prado, Liomar Quaranta e Conceição Ouro Reis; e entre os do segundo grupo, figuram nomes como Luiz Bispo, João Costa, Eduardo Ubirajara, afora outros expoentes do magistério sergipano. A poesia constituiu-se como um dos gêneros textuais mais recorrentes nas produções estudantis publicadas no Genesis, a exemplo dos escritos de Aída Campos, Mônica Reis, Cybele, Anete Hermínia, Marcos Henrique, entre outros. Proporcionalmente, a produção discente colocada em circulação superou, em termos quantitativos, a produção docente, seja na escrita literária ou nas mais diversas tentativas de interlocução com a sociedade. A análise fundamentou-se em conceitos e categorias como culturas escolares (Vidal, 2005), representação e apropriação (Chartier, 2002; 2011), gêneros textuais (Marcuschi, 2008), lugares de memória (Cunha, 2015), entre outros aportes teóricos. Os resultados indicam que os estudantes, por meio do Genesis, apresentaram suas versões do mundo e da vida, difundiram práticas literárias e deram passos significativos na experiência da escrita. O professorado, por sua vez, deixou transparecer sensibilidades e inquietações, representando a ótica do magistério em um determinado momento da condução histórica e social da instituição. Ambas as experiências contribuíram para o fomento de diálogos e reflexões no cerne da memória escolar.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Sergipe
Eixo Temático
  • 3- Imprensa e impressos educacionais
Palavras-chave
Colégio de Aplicação
jornal escolar
escrita estudantil
produção docente