OS INVISÍVEIS DO CURRÍCULO: UM OLHAR PARA A IMIGRAÇÃO E SEU IMPACTO NOS CONTEXTOS EDUCATIVOS

- 336121
Comunicações Individuais - fase de envio de PDF
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

O objeto da exposição é analisar o impacto da imigração nos contextos educativos, por meio da história da educação na qual serão considerados o currículo e o seu papel para a promoção do respeito a diversidade. A justificativa baseia-se na necessidade de compreender o contexto histórico da imigração e suas implicações na educação, visando contribuir para a reflexão sobre o currículo e práticas educativas menos excludentes. É uma pesquisa de base bibliográfica, com fundamentação teórica em Arroyo (2011); Sacristán (1998) e Arendt (2022). Com a abordagem qualitativa, baseamo-nos nos princípios da fenomenologia de Arendt, em que os acontecimentos resultam da experiência humana, e desse modo, compreendê-los historicamente, a partir de como se manifestam no mundo, especialmente no mundo político, para entender, por fim, como as relações políticas afetam os fluxos migratórios. Nesse sentido, pensar sobre o contexto imigratório é promover a valorização da história e da diversidade cultural, para além do combate a xenofobia. Verifica-se que os dados sobre os fluxos migratórios se acentuam a cada ano que passa, mudando a configuração dos espaços escolares, onde a variedade linguística, o respeito à diversidade e a cultura, nunca foram tão importantes na sala de aula, mas não são suficientes. Nessa conjuntura, pensar sobre o contexto histórico imigratório é compreender que o “mundo no qual são introduzidas as crianças, mesmo na América, é um mundo velho, isto é, um mundo preexistente, construído pelos vivos e pelos mortos, e só é novo para os que acabaram de penetrar nele pela imigração” (Arendt, 2022, p. 262). Nessa linha de pensamento, reconhecer que estão incorporadas nas escolas brasileiras, espalhadas por todo o território nacional, na faixa etária de 0-15 (316.852) crianças e jovens (Boletim da Migrações, 2024), resultados de imigrações e refugiados, representam um número expressivo de sujeitos que buscam e lutam todos os dias pelo direito da sobrevivência, da dignidade, de cidadania e de educação. Seguindo os estudos de Arendt (2022, p.19) chegamos a um desfecho provisório, onde a autora explana que “por mais afetados que sejamos pelas coisas do mundo, por mais profundamente que possamos nos instigar e estimular, [elas] só se tornam humanas para nós quando podemos discuti-las com nossos companheiros”. Nesse percurso, a análise desta pesquisa, traz principais reflexões para evidenciar e trazer a luz que é necessário pensar em uma desinvibilização dessas crianças e jovens, o currículo acolha a diversidade linguística e contribua para enriquecer o ambiente de aprendizagem e promover uma maior compreensão intercultural e histórica. Além disso, valorizar a reconstrução da História da Educação da escola pública, sua história, as línguas maternas dos alunos imigrantes, demonstram ser essenciais para a luta de uma escola pública que garanta a inclusão e equidade no ambiente educativo. Por fim, pensar no sentido real da palavra “humano”.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Instituições
  • 1 Universidade Estadual de Maringá
  • 2 University "Eftimie Murgu" of Reşiţa
Eixo Temático
  • 6- Disciplinas escolares e ensino de história da educação
Palavras-chave
Imigração
Currículo
Educação