(IN)DEPENDENTES E PROTAGONISTAS? A chegada de Regina Pereira Mendes e Myrthes De Luca Wenzel ao Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro

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Comunicações Individuais - Etapa 1
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Resumo

O Censo Escolar no ano de 2020 indicava que mais de 80% dos cargos de diretores escolares na Educação Básica eram ocupados por mulheres, indicando a prevalência do feminino na gestão operacional. Fenômeno que não se repetira nos espaços estratégicos, onde a Secretaria de Estado de Educação – SEEDUC/RJ e o Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro – CEE/RJ, instâncias administrativas máximas da Educação Fluminense, que no mesmo ano eram comandadas por homens. O foco desta discussão será o processo gestor do CEE/RJ, escolhido com base nas experiências profissionais das pesquisadoras, que nos primeiros anos da década de 2020 atuaram como assessoras técnicas do colegiado. Historicamente, a presença feminina na gestão do CEE/RJ tem se constituído um desafio, com múltiplos enfrentamentos políticos e institucionais. O recorte da pesquisa delimitou-se ao contexto da notícia publicada no Jornal dos Sports em 02 de fevereiro de 1995, edição nº 20738, página 10, sob o título "Novos Conselheiros tomam posse", hoje arquivada na Hemeroteca Digital. A reportagem relatou a nomeação de conselheiros do CEE/RJ em 1995, que reunira à conselheira que seria a última presidente em exercício no Colegiado e, a primeira Secretaria de Estado de Educação pós-fusão entre os Estados do Rio de Janeiro e Guanabara. Como objetivo geral, pretende-se analisar, a partir do ponto de vista das relações de gênero, como conselheiros e conselheiras foram retratados pela imprensa, tomando como referencial as posses de Regina Pereira Mendes e Myrthes de Lucca Wenzel. Como objetivos específicos, busca-se: a) caracterizar como ocorreu a materialidade da notícia a partir de onde se deu sua veiculação, formato e disponibilidade; b) indagar no discurso os significados ditos e não ditos na adjetivação do feminino; c) identificar, a partir da decomposição do noticiado, os qualificadores descritores de cada gênero; A abordagem, por sua natureza e objetivos, é classificada como histórico-documental, tendo como fontes, periódicos da época, arquivados na Hemeroteca Digital, discutidos sob a ótima proposta por Barros (2021), considerados os 09 aspectos de análise (polifonia; seções temáticas; conteúdo; periodicidade; materialidade; publicização; recepção; meios de impressão; lugar de impressão; lugar de produção). A base teórica das discussões do feminino em espaços de gestão pública assenta-se em Bayma (2020) e Carla Akotirene (2018). A análise sugere que a notícia, escrita sob a perspectiva masculina, adota adjetivos e qualificadores que estabelecem para a mulher papéis dependentes do masculino ou, ainda, processos estruturais de validação de suas ações, em detrimento de práticas autônomas e de destaque dirigidas aos conselheiros. Pesquisa financiada pela CAPES.

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Instituições
  • 1 Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • 2 UERJ
Eixo Temático
  • 10- Educação, movimentos sociais, etnias e gênero
Palavras-chave
Mulher
Gênero
Gestão feminina
Conselho Estadual de Educação
Interseccionalidade