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A presente pesquisa visa socializar e visibilizar as histórias (disponíveis), escritas e orais, de nossas ancestralidade, para oportunizar uma nova perspectiva da compreensão de pertença e de coletividade, com a intenção de contribuir com a ressignificação das histórias afro-amazônicas e, assim, assumir um novo olhar de vida, de comunidade, de mundo... Ou seja, objetivamos compreender o percurso histórico-temporal dos estudos para educação étnico-racial da região norte, por meio da análise de publicações de autoras/es que contribuíram/contribuem para a visibilidade dessa temática, destacando as Professoras Patrícia Alves-Melo, Wilma Baia Coelho, Nicelma Brito, Arlerte Anchieta, entre artigos, dissertações, teses, etc. e, principalmente, dialogando com as narrativas daquelas/daqueles que ainda então entre nós, as/os quais tiveram/tem um papel fundamental na conquista da educação para a população negra. Nesse sentido, nosso anseio é contribuir com a ‘reescrevência’ da história, na perspectiva das/dos (supostas/os) ‘perdedoras/es’, que foram/são ‘esquecidas/os’ (invisibilizadas/os) nos livros didáticos. Isso representa a nossa pretensão de perfazer uma ‘outra’ análise mais significativa da história da educação amazônica e do entrelaçamento das histórias e das lutas contínuas por liberdade e existência das populações negras amazônidas. A pesquisa, irá se restringir aos 23 anos de promulgação da Lei nº 10.639/2023, assumindo-a enquanto marco de um novo ciclo de luta contra a segregação da educação formal/institucional. Estabelecendo como como referencias teóricos a Educação para relações Étnico-Raciais, a Pedagogia Critica e Emancipadora, a história das lutas dos movimentos sociais conjuntamente com a compreensão da Educação Antirracista. Como caminho metodológico, dialogamos com os conhecimentos e os ensinamentos de Nego Bispo (2023), em uma pesquisa qualitativa que busca aproximações-respostas, contingenciais e contemporâneas, para as nossas indagações e os nossos interesses-objetivos de investigação, fundamentada em uma perspectiva crítica, decolonial, contracolonial e antirracista de problematização e estreita relação-discussão com a temática racial na afro-Amazônia. Por fim, nossa pesquisa assume o desvelamento-combate do racismo, da discriminação e do preconceito nos espaços-tempos escolares e universitários, no anseio de ‘esperançar-concretizar’ a constante busca de uma educação igualitária, justa e equânime, almejando contribuir para o fortalecimento e o florescimento dos conhecimentos fundamentados nessas práticas/ações.
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