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O objetivo da comunicação é apresentar um estado do conhecimento sobre a Escola de Aperfeiçoamento (EA). Instituída entre 1926 e 1946, em Belo Horizonte (MG), pela Reforma Francisco Campos (decretos 7970-A/1927; 8094/1927; 8162/1928; 8225/1928 e 8987/1928). A EA ofertou curso bianual de capacitação à normalistas como técnicas, então responsáveis pela difusão da Escola Ativa no ensino primário. O referencial teórico-metodológico toma por referência as investigações de José d’Assunção Barros, de Tel Amiel, de Ariclê Vechia e de Ademir dos Santos que versam sobre o estado do conhecimento. Para a análise contou-se com o Zotero, um software de gerenciamento bibliográfico. As buscas ocorreram em vinte ambientes online – dezesseis repositórios institucionais de universidades mineiras; a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD); o Catálogo de Teses & Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); o Portal de Periódicos da CAPES e o Google Scholar – com os descritores “Escola de Aperfeiçoamento” and “Minas Gerais”. Foram considerados inclusos os trabalhos: disponíveis online e gratuitamente, bem como que assumam a EA e seus sujeitos como objeto. A partir disso, o corpus final resulta em 48 trabalhos (dez dissertações; doze teses; 23 artigos científicos; um capítulo de livro; um texto completo em anais e um livro). Como resultados, percebe-se que a primeira pesquisa sobre a EA é de 1989 e ocorre uma ininterrupta produção de 2007 até 2025. A Educação é a única área presente entre os trabalhos e três campos catalisam os debates: a História da Educação Matemática (18,8%), a Psicologia da Educação (33,3%) e a História da Educação (47,9%). Os autores das produções advêm de universidades potiguares (1,5%), francesas (2,9%), paulistas (4,4%), cariocas (4,4%) e mineiras (87,7%). Quanto às lacunas, um estudo usa a História das Instituições como método, o que contribui para a ausência nos outros trabalhos de debates sobre a constituição e a instituição da EA. As produções analisadas tendem a privilegiar as áreas de artes, psicologia e língua portuguesa, havendo escassez de reflexões sobre as demais disciplinas da EA. Além disso, pouco se discute sobre os agentes e os sujeitos da EA em suas experiências, engajamentos, produções culturais, deslocamentos e redes de sociabilidades. Ademais, há diferentes denominações atribuídas à EA na literatura, sendo necessária uma adequação à nomenclatura à luz dos documentos oficiais ou que contenham discursos dos sujeitos.
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