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Este estudo insere-se no campo da História da Educação ao propor reflexões sobre o percurso formativo e a atuação profissional da educadora cearense Maria Ebe Braga Frota, mais conhecida como Ebe Braga, filha da também educadora Edite Braga. Objetiva-se discutir como a influência materna e o percurso formativo influíram na prática docente de Ebe Braga. Teoricamente, embasa-se na Nova História Cultural (Hunt, 2001) ao considerar que as ações humanas são culturalmente mediadas, e que tudo o que humano é passível de ser objeto da História. Ademais, trata-se de uma pesquisa do tipo biográfica hermenêutica (Dosse, 2015). Elege-se a História Oral (Alberti, 2004) como percurso metodológico e o seu entrecruzamento com fontes documentais, matérias de jornais e fontes imagéticas. A pesquisa parte de entrevista oral com Conceição Seabra, filha adotiva de Ebe Braga, realizada no ano de 2022. Como resultados, podemos citar que Ebe Braga, nascida em julho de 1925, era filha da educadora Edite Braga e do comerciante Anastácio Barroso Braga. Apesar da influência materna, inicialmente, Ebe Braga dedicou-se à formação como musicista, indo estudar canto e piano no Rio de Janeiro, tornando-se professora apenas após a morte de Edite Braga. Começou os estudos na Escola Normal Pedro II, mesma instituição em que sua mãe trabalhava. Estudou, de 1937 a 1940, no Colégio Farias Brito. Após esse período, Ebe Braga passou dois anos estudando no Rio de Janeiro, intensificando suas aulas de música. Retorna a Fortaleza, no ano de 1942, para concluir o curso ginasial na Escola Pedro II (Medeiros, 2014). Após cursar e não concluir o curso científico no Colégio São José, conclui, em 1952, na mesma instituição, o curso Normal, sendo a oradora da turma. No ano seguinte, passou a estudar Filosofia na Faculdade Católica de Fortaleza. A partir disso, começou a atuar como professora de Psicologia, História e Filosofia da Educação no Colégio São José. A educadora atuou em diversas escolas de Fortaleza, destacando-se por sua atuação na cadeira de Economia Doméstica, na Escola Normal Pedro II, para a qual foi aprovada em concurso público. Após a mudança da Escola Normal para o Bairro de Fátima, Ebe Braga passou a integrar o corpo docente do Colégio Justiniano de Serpa, sendo responsável por disciplinas como Sociologia e Filosofia. A partir de 1966, a educadora passou a atuar, também, na Escola Municipal Filgueiras Lima. No ano de 1982, ela recebeu a Medalha Justiniano de Serpa, principal condecoração da área da educação no Ceará. Apesar de tentar se dedicar inicialmente à música, aproximou-se do legado da mãe, sendo professora na mesma instituição e ministrando disciplinas próximas às que sua mãe lecionava. Seu ensino era tido como cartesiano e voltado à retidão de caráter (Seabra, 2022). No fim da vida, sofreu com os efeitos da diabetes, perdendo 95% da visão. A educadora faleceu, no ano de 2014, aos 88 anos. Em 2018, passou a nomear uma escola municipal de Fortaleza.
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