As que vieram antes ou o estado do conhecimento nos processos de retomada ancestral indígena

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Resumo

Nesta comunicação, destacamos pesquisas acadêmicas produzidas no país que elegem como tema de investigação narrativa de mulheres indígenas em torno do processo de retomada  publicados em livros, revistas, blogs, sites e demais publicações no período de 2016 a 2026. Quanto ao recorte temporal limitado a este período sobre a produção de mulheres indígenas em processo de retomada, justifica-se pelo número significativo de trabalhos acadêmicos publicados a partir desta data. Sobre o movimento em torno da visibilidade de mulheres indígenas, bem como do protagonismo de fala, trazemos aqui a reflexão de Glória Anzaldúa (2000, p. 234). Ao utilizar a carta como instrumento de e para a militância, defende uma “escrita orgânica” e, por isso, falar diretamente para mulheres escritoras do chamado terceiro mundo. Um levantamento inicial do Estado do Conhecimento acerca do tema de nosso interesse foi possível perceber mudanças positivas. Os últimos anos têm revelado um crescente e qualificado interesse, sobretudo das mulheres que vêm desenvolvendo estudos natnográficos, autobiográficos, autoetnográficos, escreviventes e etnográficos, tratando da memória, da ancestralidade indígena, dos saberes e das experiências. Necessário lembrar que este estudo é parte de uma pesquisa em andamento no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação, junto a Faculdade de Educação da Universidade Federal da Grande Dourados no estado do Mato Grosso do Sul em torno da “Retomada Ancestral: escrevivência epistolar de uma indígena Payayá da Chapada Diamantina”. Num breve levantamento da produção bibliográfica no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES; na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD); na Revista Brasileira de Pesquisa em Educação (ANPED – GT História da Educação); nos repositórios de Programas de Pós-Graduação stricto sensu em Educação; nos acervos digitais de periódicos nacionais especializados em História da Educação; Anais de Eventos da área e livros, têm se apresentando de forma promissora Com base nos dados, é possível inferir que esse fenômeno crescente da autoria indígena tenha distanciado a produção de si anteriormente produzida por pessoas não indígenas com os mais distintos interesses. Além disso, os sites e blogs têm se constituído uma produção em formato digital e vêm se constituindo ferramenta importantíssima para a divulgação, denúncia e organização das ações, principalmente de indígenas mulheres por todo o país. Dentre as análises, destaque para a obra, Meu nome é Rigoberta Menchú: e assim nasceu minha consciência”, escrito em 1983 pela antropóloga Elizabeth Burgos-Debray após registro de depoimentos ao longo de uma semana. Esta obra continua sendo necessária porque documenta a realidade das populações indígenas no território guatemalteca em plena guerra civil. Destaque para a experiência de luta de uma jovem mulher contra a opressão e a violência na Guatemala, sobre como uma mulher indígena resiste frente ao Estado neoliberal. 

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Instituições
  • 1 Instituto Federal da Bahia
  • 2 UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados
Eixo Temático
  • 5- Educação e interseccionalidade: raça, etnias, gênero e gerações
Palavras-chave
Estado do Conhecimento
Retomada
Produção de Mulheres Indígenas