AFROCÊNTRICIDADE E DECOLONIALIDADE A PARTIR DO PROGRAMA INFANTIL ANGOLANO “KANUCOS ZIMBO”: COMPREENSÕES TEÓRICAS/PRÁTICAS PARA O ENSINO DE HISTÓRIA NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

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Resumo

Eliana da Silva Ribeiro-PPGED/UFPA/Brasil/E mail: [email protected]

Waldir Ferreira de Abreu-PPGED/UFPA/Brasil/ E mail: [email protected] 

 

Introdução: Este resumo aborda experiências vividas pela autora, a partir do Projeto de Cooperação Internacional Juventudes, Culturas Marginalizadas e Agência: Diálogos Brasil Moçambique e Educação Antirracista desenvolvido pelo Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento. O intercâmbio proporcionou a imersão aos modos de viver, saber, ser e estar em territórios moçambicanos, entre eles, vivências a partir do programa infantil “Kanucos Zimbo” veiculado pela emissora privada de televisão angolana TV Zimbo. “Kanucos Zimbo” apresenta jogos, brincadeiras, música, dança e conteúdos educativos. Assim, o programa “salta aos olhos” as ausências dos protagonismos históricos de sujeitos subalternizados no Sul Global diante do Projeto Moderno Colonial Europeu e ressalta o modelo educacional brasileiro, esvaziado de protagonismos indígenas, africanos e afro-brasileiros amparados em uma história única que “rouba a dignidade das pessoas. Torna difícil o reconhecimento da nossa humanidade em comum. Enfatiza como somos diferentes, e não como somos parecidos” (Adichie, 2019, p. 27-28). Objetivo: tecer compreensões acerca da importância de epistemologias contra hegemônicas como a decolonial, afrocêntrica e da filosofia do bem viver na construção de pedagogias antirracistas que de fato potencializem uma educação voltada para as relações étnico-raciais na Educação Básica. Assim, a problemática se faz nas urgências de se adotar uma Educação efetivamente suleada nas Relações Étnico-Raciais num movimento de giro decolonial de mudanças de perspectivas e práticas pedagógicas insurgentes. Discussão dos dados: se fazem em diálogos com o senegalês Cheikh Anta Diop quando evidencia que “As nossas investigações nos convenceram de que o Ocidente não tem sido calmo o suficiente e objetivo o suficiente para nos ensinar corretamente a nossa história sem falsificações grosseiras” (Diop, 2014, s/p). Nessa direção, Asante corrobora com Diop (2014) ao reafirmar a epistemologia Afrocêntrica. “A ideia Afrocêntrica refere-se essencialmente à proposta epistemológica do lugar” (Asante, 2009, p. 93). Ainda no contexto de epistemologias contra hegemônicas, Ailton Krenak, (2019), ressalta que nosso tempo é especialista em criar ausências e destaca a Filosofia do Bem Viver que “se firma no equilíbrio, na harmonia e na convivência entre os seres”. (Acosta, 2016, p.15). Conclusão: o programa angolano “Kanukos Zimbo" se apresenta como elemento suleador para se pensar no ensinar e aprender Outro em que natureza, humanidade e suas alteridades possam ser entendidas como totalidade viva, relacional e interdependente.

Palavras-Chave: Afrocentricidade; Decolonialidade; Educação para as Relações Étnico-Raciais; Ensino Básico.

 

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Instituições
  • 1 Universidade Federal do Pará
  • 2 Docente - Universidade Federal do Pará
Eixo Temático
  • 10- Educação, movimentos sociais, etnias e gênero
Palavras-chave
Afrocentricidade
Decolonialidade
Educação para as relações étnico-raciais
Ensino Básico