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O presente estudo analisa a trajetória intelectual de Orlando DaSilva (1923-2012), português de origem e brasileiro de coração, através de sua atuação enquanto articulista em prol de uma educação em arte. DaSilva, que por escolha pessoal diferenciava a grafia de seu nome, também foi artista e professor, e dedicou-se a prática e ao ensino da Gravura. Suas estratégias enquanto crítico nos jornais curitibanos, serão analisadas com o objetivo de perceber o viés educativo expresso em seus pensamentos e em sua prática. Suas ações serão mais profundamente esmiuçadas a partir de sua proximidade com a capital paranaense, que ocorreu no final da década de 1970 e se estendeu até a década de 1990, período em que escreveu a coluna A palavra é minha, no periódico O Estado do Paraná. No mesmo período, contribuiu para outros periódicos paranaenses, como Correio de Notícias e Jornal do Estado. Seu engajamento com o campo da arte em Curitiba, também ocorreu na inserção de sua prática docente em projetos da Fundação Cultural de Curitiba. Para a compreensão do intelectual, será feito o diálogo com Carlos Eduardo Vieira, que elabora o conceito de intelectual como aquele que detém, além de uma identidade e um sentimento de missão, uma crença na modernidade e no protagonismo do Estado. Para pensar na trajetória deste intelectual e sua formação, faremos uso também dos conceitos de habitus e campo de Pierre Bourdieu, buscando a compreensão dos caminhos percorridos e revelados através de seu posicionamento educacional. O ensino da arte, especificamente da linguagem da Gravura, é abordado na pesquisa tanto na formação de DaSilva como em sua atuação enquanto docente e produtor de materiais voltados à disseminação dessa linguagem. Maria Lúcia Pallares-Burke auxiliará no entendimento do jornal como fonte educativa, capaz de disseminar ideias, conceitos e práticas. Para a realização da pesquisa, foram utilizados como fontes, jornais em circulação no estado do Rio de Janeiro e Paraná entre as décadas de 1950 e 1990, hoje acessíveis através da Hemeroteca Digital e alguns também através de microfilme, localizados no Setor Paranaense da Biblioteca Pública do Paraná. A pesquisa revelou DaSilva como um intelectual comprometido com a promoção da linguagem da gravura, seja na produção intelectual enquanto crítico ou nas ações artísticas das quais participou. Também evidenciou conflitos vivenciados por ele, entre a tradição artística, e a posição ocupada pela linguagem da gravura frente às novas possibilidades contemporâneas da arte.
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