DIVERSIDADE ALFA E BETA DE SERPENTES DA FLORESTA ATLÂNTICA DA PARAÍBA
Lacunas de conhecimento sobre a diversidade de um local podem dificultar o planejamento de estratégias para a sua conservação ou recuperação. Neste contexto, o objetivo desse estudo foi comparar o número de espécies de serpentes (diversidade alfa) e investigar as mudanças na composição de espécies (diversidade beta) entre sete fragmentos de Floresta Atlântica do estado da Paraíba (Mata do Buraquinho, Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo, RPPN Gargaú, SEMA II e SEMA III da Reserva Biológica Guaribas, Mata da Usina São João e Parque Estadual Mata do Pau-Ferro). As composições das serpentes foram obtidas através de inventários e dados bibliográficos e as análises de diversidade alfa e beta da região foram realizadas no programa estatístico MVSP (MultiVariate Statistical Package). Nossos resultados indicam que, de maneira geral, foi encontrada uma relação entre densidade e riqueza (índice de Shannon) com os fragmentos de maiores densidades apresentando as maiores riquezas (REBIO SEMA II e Mata da Usina São João). Nessa análise também foi levado em consideração o índice de equabilidade, que foram relativamente próximos entre os fragmentos (0,81 a 0,90). Já os valores de diversidade beta (Índice de similaridade de Jaccard) variaram entre 26% e 71% de similaridade, sendo que aproximadamente 33% dos valores do índice ultrapassaram 50% da similaridade, sugerindo uma considerável semelhança de espécies entre os fragmentos. Os fragmentos que apresentaram maior similaridade foram SEMA II e Mata da Usina São João que são áreas relativamente próximas, e a menor similaridade foi observada entre os fragmentos SEMA II e Parque Estadual Mata do Pau-Ferro. Isto é justificável porque o Parque Estadual Mata do Pau-Ferro está inserido em um brejo de altitude em uma região mais interior do estado, o que pode levar a uma composição singular de espécies.