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O gênero Pseustes Fitzinger, 1843 aloca as espécies P. poecilonotus (Günther, 1858), P. sexcarinatus (Wagler in Spix, 1824), P. shropshirei (Barbour & Amaral, 1924) e P. sulphureus (Wagler in Spix, 1824) (sensu Wallach et al., 2014), amplamente distribuídas na américa latina. São colubrídeos de médio a grande porte de hábitos semi-arborícolas. Recentemente, com base em dados moleculares, Jadin et al. (2013) desmembraram as espécies de Pseustes em Spilotes Wagler, 1830 e Phrynonax Cope, 1862. Independentemente disso, as diagnoses das espécies são confusas e há indefinição no que tange o status taxonômico pelo menos de P. sexcarinatus. Enquanto Wallach et al. (2014) o consideram válido, episódios recorrentes de sinonimização e transferência de gêneros dificultam o entendimento da nomenclatura deste táxon. Apresenta-se aqui um estudo da taxonomia do gênero utilizando morfologia externa. Até o momento, as análises se concentraram no centro-oeste do Brasil envolvendo os nomes P. poecilonotus, P. sexcarinatus e P. sulphureus. Preliminarmente, é possível reconhecer duas entidades: (1) Pseustes sulphureus, diagnosticada por apresentar três escamas pós-oculares, ventre quadriculado e dorsais carenadas no meio do corpo à exceção das duas primeiras fileiras; (2) a segunda entidade inclui exemplares atribuídos aos nomes Pseustes sexcarinatus e Pseustes poecilonotus, indistinguíveis entre si, apresentando duas pós-oculares, ventre liso ou marmoreado e as quilhas dorsais podem ocorrer apenas a partir da quarta fileira. Análises hemipenianas estão em processo e a amostragem vem sendo ampliada com outros acervos representativos do centro oeste do Brasil.
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