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Espécies de Centrorhynchus parasitam principalmente o intestino de aves. Insetos e crustáceos atuam como hospedeiros intermediários e anfíbios e répteis como hospedeiros paratênicos. O objetivo desse trabalho é registrar a ocorrência e os índices de infecção de cistacantos de Centrorhynchus sp. em serpentes no extremo sul do Brasil. Foram examinadas Bothrops alternatus (n=4), P. olfersii (n=4), P. aestiva (n=1), P. patagoniensis (n=4) provenientes da região sul do Rio Grande do Sul, onde doze foram coletadas mortas em rodovias, entre abril de 2017 e dezembro de 2018, e uma foi doada pelo Núcleo de Reabilitação de Animais Silvestres da UFPel após o óbito durante o processo de reabilitação. Os órgãos e cavidade foram examinados e os cistacantos encontrados foram comprimidos, fixados e posteriormente corados com Carmim de Langeron para identificação. Dez serpentes estavam parasitadas por Centrorhynchus sp., tendo sido coletados 1005 cistacantos na cavidade celomática dos hospedeiros. Philodryas patagoniensis teve maior intensidade média de infecção com 176 helmintos/hospedeiro, seguida de P. olfersii com 62 helmintos/hospedeiro, P. aestiva com 39 helmintos/hospedeiro e B. alternatus com 4 helmintos/hospedeiro. Hospedeiros paratênicos de Centrorhynchus, como os anuros, representam uma ponte trófica no ciclo deste helminto, o qual pode ter mais sucesso para chegar ao hospedeiro definitivo através da predação de anuros pelas aves, logo, as serpentes também podem estar atuando como um elo de ligação entre hospedeiros intermediários e definitivos, visto que fazem parte da dieta de diversas espécies de aves. Nesse contexto, o estudo fornece informações que poderão auxiliar no entendimento das relações parasito-hospedeiro.
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