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A restinga do litoral norte da Bahia, dada a pressão antrópica e megadiversidade, talvez seja uma das mais ameaçadas porções deste ecossistema no Brasil. Reúne em um pequeno trecho algumas belíssimas paisagens como: dunas, charcos, mata alagada, pantanal, enclaves de cerrado, semiárido, banhados, lagoas perenes e temporárias. Toda esta paisagem, em conjunto, abriga centenas de espécies de vertebrados e milhares de espécies de plantas, sob forte ameaça antrópica, é isso que a torna um hotspot para conservação. Anfíbios e répteis estão presentes com mais de 170 espécies. A restinga, que já foi palco para a vida de tribos ancestrais, posteriormente a comunidades tradicionais, depois, palco de lutas por povos europeus interessados em suas riquezas, resultando em grandes latifúndios, hoje segue palco para a implantação de grandes resorts, condomínios e o próprio, e porque não dizer, natural crescimento urbano. Juntos, estes trazem supressão de habitats, introduzem espécies invasoras, provocam incêndios e esgotam recursos naturais. Não estamos aqui preocupados apenas em ilustrar e promover um pouco do conhecimento sobre a ecologia e conservação da herpetofauna na região, mas inspirar, através destes animais fantásticos, maneiras para promovermos a conservação da restinga. Em nenhum outro lugar deste planeta poderemos testemunhar “o encontro” entre quatro grandes biomas, onde presenciamos a união de inúmeros elementos da Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e “bioma” Marinho de forma majestosa. Esperamos que este estudo possa ser revertido na proteção dessa diversidade de extrema importância nacional e global, e consigamos auxiliar preservando este que é um dos principais ecossistemas do País.
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