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Serpentes da tribo Tachymenini são conhecidas por apresentarem ampla variação na dieta, com alguns gêneros especializados no consumo de moluscos e anelídeos (respectivamente Tomodon e Gomesophis), enquanto outros consomem vertebrados (Thamnodynastes). Entretanto, pouco é sabido acerca da associação entre dieta e morfologia glandular nessas serpentes. O presente estudo analisou comparativamente a anatomia e histologia das glândulas de veneno, supra e infralabiais, bem como de estruturas associadas, como musculatura adutora de Tomodon dorsatus, Gomesophis brasiliensis e Thamnodynastes almae. Resultados indicaram que enquanto as glândulas labiais mostram pouca variação morfológica entre as espécies analisadas, as glândulas de veneno são bem alargadas apenas em T. almae, onde ocupam toda a superfície pós-orbital até o limite superior dos olhos. Em T. dorsatus e G. brasiliensis, estas glândulas são menores, não superando o limite inferior dos olhos, porém em G. brasiliensis elas são ainda mais reduzidas em comprimento. Em T. almae, o músculo adductor externus superficalis (AES) envolve toda a superfície dorsal da glândula de veneno, ao passo que parte de suas fibras mais ventrais se aderem à cápsula de tecido conjuntivo da glândula, o que pôde ser evidenciado pelos cortes histológicos seriados. Nas demais espécies analisadas, o AES envolve somente o terço posterior das glândulas de veneno, mas não foram observadas fibras musculares aderidas à cápsula de tecido conjuntivo como em T. almae. Nossos resultados demonstram substancial variação anatômica e histológica nas glândulas de veneno, que somadas às diferenças na morfologia craniana, sugerem estreita associação com a dieta das espécies.
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