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Encalhes de tartarugas marinhas tem como principal ameaça, a poluição marinha e as atividades pesqueiras. Quatro espécies de tartarugas marinhas, Lepidochelys olivacea, Caretta caretta, Chelonia mydas, e Eretmochelys imbricata, utilizam o litoral do município do Ipojuca como ponto de nidificação, forrageamento, ou migração. O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento de encalhes de tartarugas marinhas no litoral Ipojucano, no período de 2008 a 2018. A coleta de dados foi realizada através de monitoramento e biometria dos animais, analisados através da frequência absoluta. Foram registradas 778 tartarugas mortas em 12 km de praias. Os números registrados para encalhes foram C. mydas (n=402), L. olivacea (n=296), E. imbricata (n=37), C. caretta (n=31) e não identificado a espécie (12). Quanto a fase de vida, 195 indivíduos eram juvenis e 583 adultos, podendo estar atrelado a áreas de forrageamento, áreas de cópula e nidificação. 264 fêmeas, 117 machos e 202 sem identificação de gênero devido ao estado avançado de decomposição. Para os tipos de problemas identificados, 75 dos exemplares apresentaram fibropapilomatose, com prevalência para C. mydas (n= 50) e L. olivacea (n=19), 17 indivíduos com resíduos sólidos no tubo digestivo e 33 animais com evidências de interação pesqueira. A causa mortis nos 653 indivíduos restantes é desconhecida. O porte grande dessas espécies quando adultas, dificulta o transporte e o uso de equipamentos necessários para o trabalho, além do estado avançado de decomposição. Um aumento no número de tartarugas mortas ao longo dos anos foi evidenciado.
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