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Das 356 espécies de quelônios, 36 ocorrem no Brasil, sendo cinco marinhas e 31 continentais (duas terrestres e 29 dulcícolas). A maioria das espécies carecem de informações sobre distribuição geográfica, sobretudo pela falta de inventários com esforços direcionados à detecção do grupo. Uma importante ferramenta nessas situações, são os modelos de previsão de distribuição de nicho. Com o objetivo de otimizar os recursos destinados à inventários com quelônios na Diagonal de Formações Abertas Brasileira-DFAB (Caatinga, Cerrado e Pantanal), a partir da literatura; coleções científicas; bancos de registros disponíveis na rede e dados não publicados, construímos um modelo de consenso entre os algoritmos Maxent, Support Vector Machine e Random Forest. Para os modelos utilizamos 19 variáveis bioclimáticas e três variáveis topográficas. A priorização foi realizada por meio do parâmetro “benefício aditivo”, do software Zonation, que seleciona unidades de planejamento sistemático (ottobacias 4) com alto número de alvos. Como condição da paisagem consideramos cobertura do solo, urbanização e hidrelétricas na DFAB. Utilizando-se dos 19 modelos de consenso foram priorizadas áreas que representassem, no mínimo, 10% da distribuição potencial de cada espécie; o que correspondeu a 25.6% da DFAB, sendo 16.7% no Cerrado, 6.6% na Caatinga, e 2.2% no Pantanal. Esse percentual está relacionado ao número de espécies (19 no Cerrado, 10 na Caatinga e seis no Pantanal), à condição da paisagem nos biomas e à alta similaridade de espécies com a Amazônia e a Mata Atlântica, resultando na priorização de áreas para realização de inventários, majoritariamente distribuídas na margem da DFAB.
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