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Os répteis representam um grupo singular para o estudo do desenvolvimento sexual, uma vez que apresentam diferentes mecanismos de determinação do sexo, desde a determinação do sexo gené-tico até a determinação do sexo pela temperatura. Na grande maioria dos estudos de determinação e desenvolvimento sexuais em répteis, têm sido usadas espécies ovíparas. Dessa forma, novos estudos necessitam incluir espécies vivíparas, como a cascavel e a jararaca, os quais possibilitem monitorar a relação materno-fetal e o desenvolvimento total do embrião e do feto. Assim, o de-senvolvimento das gônadas e dos órgãos copulatórios seria um dos critérios para avaliação sexual da fase embrionária e fetal das serpentes. Este trabalho tem como objetivo acompanhar a relação materno-fetal e o desenvolvimento das gônadas e dos órgãos copulatórios em Crotalus durissus e Bothrops jararaca. Os fetos de C. durissus e B. jararaca estavam dispostos no plano dorso-medial das fêmeas prenhes, o que pode favorecer a proteção e o desenvolvimento dos embriões/fetos. Os fetos, de ambos sexos, a partir do estágio 35 apresentaram a diferenciação sexual das gônadas e desenvolvimento do restante do trato reprodutivo, bem como das papilas genitais masculinas. Nos fetos machos, os túbulos seminíferos se formaram na fase fetal, porém nas fêmeas não observa-mos a presença de folículos nesta fase. Desordens na diferenciação sexual podem produzir fetos intersexo em B. jararaca.
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