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É notável o papel das redes sociais como disseminadoras de informação. No âmbito da divulgação científica, mais especificamente no campo da Herpetologia, o número de perfis, páginas, grupos e afins, têm aumentado exponencialmente, com destaque para perfis na rede social Instagram. As informações apresentadas aqui são um compilado das respostas a um formulário online, disponível durante o mês de janeiro de 2019, sobre Herpetologia nas redes sociais. Foram entrevistadas 160 pessoas, de 21 estados de todas as regiões brasileiras, a maioria estudantes de graduação (75,65%) dos cursos de Biologia (46,87%) e Veterinária (26,25%). Do total, 53,2% relataram não haver laboratório de Herpetologia nas instituições que estudaram ou estudam, 41% nunca fizeram curso extracurricular de herpetologia e 56,4% não costumam participar de eventos voltados para herpetologia devido a distância em que os eventos ocorrem de suas cidades de origem. Sobre as fontes de informação consultadas para estudar herpetologia, as principais respostas foram artigos, conversas com amigos, livros e redes sociais, dessa última, foram citados 64 perfis do Instagram utilizados como fonte de informação, com destaque para Herpeto em Foco, Herpetologia Segundo Herpetólogas, Herpeto.Org, Herpeto Capixaba, Mapinguari UFMS e Biotrópica. O conteúdo desses perfis foi avaliado como bom por 45,5% e com linguagem acessível a todos os públicos por 48,1% dos entrevistados, e os assuntos mais buscados foram fotografias de espécies, ecologia e conservação, publicações recentes, abordagens veterinárias e noções básicas de herpetologia, demonstrando a contribuição desses perfis para a popularização do ensino da Herpetologia e para a divulgação científica no Brasil.
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