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O presente estudo objetivou realizar um levantamento da helmintofauna do lagarto Ameivula ocellifera em duas áreas de fragmentos de Caatinga sob diferentes estados de conservação: sítio de fruticultura irrigada do Projeto de Irrigação Senador Nilo Coelho (PN1) e 72º Batalhão de Infantaria (72º BI), Petrolina, Pernambuco. Os lagartos foram coletados através de pitfalls, e no Laboratório de Parasitologia (CCA/UNIVASF) eutanasiados, dissecados e examinados quanto à presença de helmintos. Estes foram fixados e identificados através da técnica de coloração por Carmalúmem de Mayer (Platyhelminthes) e pela técnica de clarificação em Lactofenol de Amann (Nematoda). Dos 107 lagartos coletados (PN1: 54, 72º BI: 53), encontraram-se nematoides no intestino grosso: Parapharyngodon sp., Pharyngodon sp. e no estômago: Physaloptera sp.; Cestoda no intestino delgado: Oochoristica sp. e Trematoda na vesícula biliar. A prevalência (P= 38,89%), intensidade média (IMI= 9,38±16,37) e abundância média (AM= 3,64±11,32) do parasitismo foram maiores no 72º BI, porém com menor riqueza (n=3) em relação ao PN1 (n=5). A maior prevalência de parasitismo em hospedeiros do PN1 foi de Oochoristica sp. (20,37%), com Pharyngodon sp. apresentando maiores IMI (19,57 ±18,67) e AM (2,53 ± 10,53). No 72º BI, Pharyngodon sp. foi mais prevalente (P= 41,51%, IMI= 25,04±26,94 e AM= 10,37±21,29). Portanto, a população de A. ocellifera do PN1 apresentou maior riqueza de helmintos, com o cestoide Oochoristica sp. mais prevalente, e na população de hospedeiros do 72º BI, o nematoide Pharyngodon sp. Este cenário pode ser atribuído a aspectos ambientais e/ou do ciclo de vida dos parasitos nas áreas estudadas.
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