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Phyllopezus inclui seis espécies de geckos neotropicais distribuídos predominantemente ao longo da diagonal seca. Apesar do monofiletismo do gênero ser sustentado por dados morfológicos e moleculares, já foi revelado que essa diversidade é subestimada, reforçando a necessidade de estudos adicionais para a delimitação e descrição de linhagens crípticas no gênero. O presente estudo visou integrar dados morfológicos e moleculares para determinar o posicionamento filogenético de Phyllopezus aff. pollicaris proveniente dos estados de Alagoas e Bahia, e comparar com outras espécies registradas para a região: P.lutzae, P.periosus e P.pollicaris. Para a caracterização morfológica, 31 caracteres foram aferidos de 104 indivíduos. Para a abordagem molecular, foram utilizadas 47 sequências de um fragmento do gene mitocondrial 16SrRNA em uma Inferência Bayesiana. Através da morfologia foi constatado que espécimes de Phyllopezus aff. pollicaris de Alagoas apresentam maior similaridade com Phyllopezus aff. pollicaris da Bahia, compartilhando características como o número médio e disposição das escamas gulares. A abordagem molecular corroborou a hipótese morfológica revelando que os morfotipos correspondem a linhagens irmãs que divergem em 7,3% e que juntas correspondem ao grupo irmão de todo o complexo P. pollicaris, do qual divergem em 13,7%. A congruência entre as abordagens morfológica e molecular suporta que Phyllopezus aff. pollicaris de Alagoas e Phyllopezus aff. pollicaris da Bahia constituem espécies distintas e até então desconhecidas pela Ciência.
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