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Falta de conhecimento, mitos e crenças fazem com que alguns animais sejam extintos em determinadas regiões, principalmente aqueles que possuem peçonha ou veneno. Nesse contexto, abordagens sobre esses animais na Educação básica são necessárias para conscientização sobre elas, podendo auxiliar na conservação e manutenção ecológica das mesmas. Nosso objetivo foi avaliar os conhecimentos trazidos por alunos de Ensino Básico sobre animais peçonhentos e venenosos e como estes foram reconstruídos após intervenções educativas propostas pelo projeto “Pequeno Cientista”, coordenado pela Casa da Ciência do Hemocentro Ribeirão Preto. Além disso, com intuito de avaliar o conhecimento que a sociedade tem a respeito desses animais, os alunos aplicaram um questionário em uma amostra de 78 pessoas (40 familiares, 22 professores e 16 funcionários das escolas) de quatro municípios paulistas diferentes (Cravinhos, Luiz Antônio, Pradópolis e Ribeirão Preto). Após as intervenções, notamos uma mudança de atitude e maior compreensão dos alunos a respeito desses animais. Em relação ao conhecimento da sociedade, 42% dos entrevistados souberam a diferença entre animais peçonhentos e venenosos, sendo que todos eles reconhecem que esses animais aparecem em áreas urbanas, e apenas 21% não sabem o porquê. O grau de hostilidade no tipo de decisão tomada é maior em caso de encontro com uma cascavel, seguido de jiboias e sapos. Em caso de acidente com animais peçonhentos, 79% dos entrevistados encaminhariam a vítima ao serviço de saúde. 91% dos entrevistados consideram esses animais importantes, utilizando as expressões “controle biológico”, “equilíbrio ecológico” e “cadeia alimentar” para se justificarem.
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