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Os mitos e lendas sobre a hepertofauna ainda fazem parte do cotidiano brasileiro, contribuindo para uma percepção inadequada sobre esses animais. O objetivo deste estudo foi averiguar o conhecimento sobre esses mitos e lendas, por moradores do centro urbano e periferia da cidade de Goiânia-GO. O trabalho foi realizado de Janeiro a Março de 2019. A metodologia adotada foi o levantamento de dados por meio de um questionário contendo 20 perguntas, considerando aspectos como idade, escolaridade e bairro em que reside. Foram entrevistadas 92 pessoas com idades entre 15 e 69 anos. A zona periférica compôs 70,9% dos entrevistados. Com base nos resultados, percebeu-se que quanto maior o nível de escolaridade, maior o conhecimento zoológico sobre anfíbios e répteis porém, 63,3% dos entrevistados não sabiam da existência de lagartos ápodos, enquanto 40,2% acredita que as cecílias/cobras-cegas (Gymnophiona) são répteis e que 29,3% acham que as cobras possuem a capacidade de hipnotizar suas presas. Observou-se que, quem mora na periferia tem maior conhecimento sobre a hepertofauna, assim como capacidade de enumerar mais de um mito, diferente dos apresentados no questionário. Entretanto, quem mora no centro possui um conhecimento significativo, mas não muito diversificado sobre os mitos e lendas acerca dos animais abordados. Constatou-se que os anfíbios e répteis são grupos estigmatizados pela sociedade e as crendices populares reforçam a ideia de aversão aos grupos. Enfatizando assim, a necessidade de adotar estratégias de educação ambiental para que ocorra a desmistificação e a conscientização sobre a importância da herpetofauna para o ecossistema.
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