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O arranjo taxonômico atualmente utilizado para a ordem Gymnophiona considera 212 espécies válidas em dez famílias, distribuídas principalmente em regiões tropicais. Na região Neotropical estão presentes cinco famílias, incluindo exatamente a metade das espécies descritas até o momento. O Brasil, com sua monumental extensão territorial, abriga 38 espécies em quatro famílias, três contendo espécies terrestres e fossoriais (Caeciliidae, Rhinatrematidae e Siphonopidae) e uma família com espécies de hábitos aquáticos (Typhlonectidae). Há dez anos nenhum pesquisador residente no país se dedicava ao estudo taxonômico de Gymnophiona, salvo algumas descrições esporádicas de espécies. Com o aparecimento de novos estudiosos o conhecimento sobre as espécies brasileiras cresceu consideravelmente, e a tendência é que isso continue. Além de uma breve contextualização geral sobre a Sistemática de Gymnophiona, nesta palestra serão apresentados alguns resultados de estudos de taxonomia e sistemática filogenética realizados nos últimos anos, no Brasil. Dados sobre limites de distribuição geográfica das espécies e os principais desafios do estudo de Gymnophiona no Brasil também serão explanados.
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