Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Uranoscodon superciliosus, popularmente conhecido como tamaquaré, é um lagarto que ocorre em grande parte da Amazônia e pode ser encontrado sobre troncos e galhos de árvores próximos às zonas ripárias. Entretanto, apesar de ser considerado uma espécie bastante comum, pouco se conhece sobre os parasitos que ocorrem nesses répteis. Nesse contexto, investigamos a ocorrência de hemoparasitos em U. superciliosus em florestas do município de Presidente Figueiredo, Amazonas, Brasil. Foram capturados 114 lagartos, por método de busca ativa. Amostras de sangue foram obtidas através da punção da veia caudal. Os esfregaços foram fixados com metanol absoluto e corados com Giemsa a 10%. Formas parasitárias foram procuradas por até 20 min em microscópio nos aumentos de 400x e 1000x. Das amostras analisadas, 88% (n=101) foram positivas para hemoparasitos, onde tripanossomatídeos (Euglenozoa: Trypanosomatidae) foram registrados em 71% (n=82) lagartos; inclusões virais em 14% (n=16); e microfilárias (Nematoda: Onchocercidae) em 5% (n=6). Dentre os Apicomplexa, foram observados parasitos maláricos (ordem Haemosporida) (14%; n=17), esporozoítos da família Lankesterellidae (19%; n=22) e piroplasmas do gênero Sauroplasma (19%; n=22). A ocorrência de infecções mistas foi registrada em 43 lagartos. Destes, somente três indivíduos estavam infectados por quatro dos seis grupos de parasitos visualizados. Uranoscodon superciliosus apresentou elevadas prevalência e riqueza de espécies de hemoparasitos quando comparado com outros lagartos da mesma região e de outras localidades da Amazônia brasileira. Esses dados sugerem que U. superciliosus é uma espécie potencialmente interessante para estudos ecológicos e parasitários.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo