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Doenças fúngicas e bacterianas em cativeiro geralmente estão associadas ao manejo inadequado, como superpopulação, alta umidade, temperatura inadequada e pouco arejamento. No mês de fevereiro de 2019, o serpentário intensivo começou a apresentar problemas com a climatização dos recintos, durante o período de uma semana. Após esse episódio, várias serpentes de espécies Bothrops jararaca e Bothrops jararacussu, apresentaram uma aparente colonização de fungo no dorso, caracterizado por manchas brancas. Porém, no decorrer do mês, as serpentes não abandonaram a coloração branca no dorso, e os potes de água apareceram também esbranquiçados. O protocolo do serpentário é esperar dez dias após a verificação de manchas brancas no dorso, visto que essa característica pode ser uma possível troca de pele da serpente. Se em dez dias não ocorrer a troca de pele ou sumiço do aspecto esbranquiçado, deve-se aplicar banho de um envelope de 9,4g de Cloridrato de benzidamina, dissolvido em um litro de água fervida, deixando a serpente em banho por uma hora, porém esta metodologia mostrou-se ineficaz. Os potes foram levados para realizar o processo de crescimento dos microrganismos, onde submeteu-se ao meio de cultura ágar Mueller-Hinton. Constatou-se a presença de bactérias e não de fungos. Para realizar a identificação, foi utilizado o método gram, que detectou a presença de bactérias Staphylococcus spp. e Streptoccocus spp., requerendo assim uma investigação mais acurada para determinar o melhor e mais eficaz método de tratamento, visto que animais em cativeiro que apresentam afecção bacteriana, tornam-se suscetíveis a infecções e outros patógenos.
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