Uso de áreas de vida para estimar interações sociais e compreender a organização social de lagartos

Vol. 2, 2019 - 106402
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Abstract

Estudos de área de vida não incorporam variação temporal e podem, portanto representar interações sociais inexistentes, uma vez que indivíduos podem partilhar temporalmente o espaço sem que se encontrem no tempo. No presente estudo incorporamos a interação entre indivíduos ao longo do tempo para avaliar a eficácia de métodos exclusivamente espaciais para estimar aspectos sociais. Utilizamos o lagarto Tropidurus montanus como objeto de estudo. Através da análise de rede de associação avaliamos se as relações sociais apontadas pela análise das sobreposições dos polígonos convexos mínimos (PCM), que representam as áreas de vida, seriam suportadas. Para a elaboração da rede cada nó representou um indivíduo e cada aresta representou a associação dada pelo produto da área da densidade fixa de kernel, para indivíduos com pelo menos cinco pontos espaciais e nível de contorno de 70%, e o half wight index. Evidenciamos que o PCM subestimou o número de associações intraespecícificas. Desta forma, ressaltamos a importância de se considerar a temporalidade nas análises espaciais para se estabelecer as relações sociais entre indivíduos em uma população.

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Institutions
  • 1 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas
  • 2 Universidade Federal de Minas Gerais
  • 3 Departamento de Ciências Biológicas / Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde / Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas
Track
  • 5. Ecology
Keywords
Área de vida
Métodos espaciais
Rede de associação
interações