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Nos últimos anos, o declínio progressivo das populações de anuros deixou muitas espécies vulneráveis à extinção. O papel potencial das anormalidades morfológicas como um mecanismo desse declínio, tem atraído a atenção de pesquisadores em estudos recentes. Tivemos como objetivo investigar a ocorrência e frequência de anormalidades morfológicas em anuros do norte do Rio Grande do Sul, sul do Brasil. Foram amostrados 1674 indivíduos (320 provenientes do campo e 1354 oriundos da Coleção de Anfíbios da Universidade de Passo Fundo) representando 31 espécies de anuros de três diferentes ambientes - florestal, agrícola e peri-urbano - entre 2001 e 2017. Registramos 89 indivíduos com anormalidades morfológicas, com 12 tipos diferentes de anormalidades em 19 espécies de anuros, correspondendo 5,32% do total da amostra, caracterizando esta região como um hotspot de anormalidades. Encontramos nove tipos de anormalidades na floresta e sete na área agrícola, com braquidactilia sendo mais comum em ambas as áreas. Apenas três anormalidades foram registradas na área peri-urbana, e todas foram igualmente frequentes. As áreas florestal e agrícola apresentaram um número semelhante de anormalidades que pode refletir o pequeno tamanho dos fragmentos florestais estudados e a influência da matriz agrícola nesta área. A área peri-urbana apresentou menor ocorrência de anormalidades, podendo ser atribuído às suas características pois apesar de sofrer pressão antrópica, é uma Área de Preservação Permanente. Estudos de anormalidades morfológicas fornecem importantes informações sobre os potenciais efeitos de impactos ambientais sobre as populações de anuros, e pode ser essencial para o planejamento de estratégias eficazes de conservação.
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