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Existem cerca de 400 espécies de serpentes no Brasil. Mais da metade dessas serpentes apresentam distribuição sobreposta parcial ou integralmente ao domínio da Mata Atlântica. Um total de 110 espécies foi registrado no interior das florestas ombrófilas costeiras do Brasil. Além da elevada riqueza, tal bioma abriga alto índice de cobras endêmicas. O conhecimento gerado pela taxonomia e o mapeamento das serpentes tem possibilitado reconhecer padrões de distribuição e áreas de endemismos. Porém, ainda há lacunas nesses tipos de informações básicas. Estudos sobre sistemática também têm sido fundamentais para auxiliar a compreender os processos históricos determinantes na composição dessa rica fauna. Ao longo das últimas décadas várias serpentes de Mata Atlântica foram estudadas em relação a sua história natural. Tais estudos possibilitaram reconhecer várias interações ecológicas evolutivas nesse bioma complexo, com condições contrastantes devido a sua larga extensão latitudinal e altitudinal e locais isolados, como as ilhas. Infelizmente essa extensa floresta vem sendo degradada há muitos séculos, o que causou a perda total da cobertura vegetal ou intensa fragmentação de determinadas áreas. Esse fator, ao lado de outros, causou impacto populacional em várias espécies, levando-as a condição de ameaçadas. Amplas ações e iniciativas locais e específicas são imprescindíveis para auxiliar a conservar as serpentes e toda a fauna e flora desse bioma.
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