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Estudos de anatomia interna em grupos herpetológicos historicamente se deram por metodologias invasivas (e.g. dissecções, diafanizações, cortes histológicos) que acarretavam danos irreversíveis a espécimes em coleções herpetológicas. Além disso, espécimes únicos não são passíveis dessas intervenções, dificultando o acesso a informações anatômicas internas. Com o advento de novas tecnologias, como a microtomografia computadorizada (CT-scan), possibilitou-se estudos qualitativos e quantitativos, de forma não invasiva, de estruturas anatômicas de maneira detalhada. Assim, o CT-scan gera imagens de estruturas internas que podem ser reconstruídas em modelos tridimensionais (renderização de volume através de softwares) sem danificar o material biológico, permitindo a aplicação da técnica em espécimes-tipos ou raros. Apesar de muitas vezes o CT-scan se limitar à obtenção de imagens osteológicas, técnicas de contrastes (tratamento do material com iodo, ácido fosfomolíbdico – PMA, ou ácido fosfotúngstico – PTA) têm sido aplicadas para estudos de tecidos moles (e.g., musculatura). Dentro da herpetologia, o CT-scan tem sido utilizado para diversos estudos evolutivos, desde anatomia descritiva para taxonomia até aqueles com modelagem e simulações em biomecânica. Com a recente aquisição de um nano/micro CT-scan (Phoenix V|TOME|X S 240) para o Centro para Documentação da Biodiversidade do Departamento de Biologia – FFCLRP/USP, Ribeirão Preto, alguns estudos comparativos vêm sendo conduzidos com grupos herpetológicos, como: (a) estudo da anatomia interna de anuros adultos e girinos; (b) osteologia de serpentes boideas. O intuito desse trabalho é expor alguns desses resultados preliminares que exploram o CT-scan, apontando as possibilidades, perspectivas e limitações desse recurso em diferentes áreas dentro da herpetologia.
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